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domingo, 13 de setembro de 2009

BRINQUEDO DE GENTE GRANDE

Tem uma frase que em inglês rima muito bem, mas que em português não é tão sonora, que diz: “A diferença entre homens e crianças é o preço de seus brinquedos” (”The difference between men and boys…. Is the price of their toys”). É o caso aqui.
Em 2004 a Federal Aviation Adminsitration, agência norte americana responsável pela regulamentação de aeronaves e vôos naquele país, criou uma categoria especial de pilotos para atender principalmente ao pessoal que voa por hobby, são os pilotos esportivos.
Segundo o site Popular Mechanics, este ano várias empresas, de todos os tamanhos, estão começando a oferecer aviões para este grupo formado por entusiastas, são os Light Sport Airplanes (Aviões Esportivos Leves), tal com o objeto deste post, o Icon Aircrafts, o A5.



Uma das características do avião são suas asas dobráveis, que permite, por exemplo, sua armazenagem fácil em garagens de carros nas casas que ficam em comunidades de aviadores, construídas em torno de pistas de pouso particulares. Outra característica decorrente do fato de o avião ser voltado para o público amador, é que seu cockpit e instrumentos lembram mais os de um carro esportivo, que propriamente um avião; segundo a fábrica, isso visa criar um ambiente mais amigável ao piloto de final de semana.
Medo de despencar lá de cima nesta baratinha voadora? Não se preocupe, um pára-quedas preso ao avião o trará suavemente ao chão no caso de alguma barbeiragem que você cometa nos céus… Ah… o preço do brinquedo é de US$ 139.000,00.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Os 3 maiores planadores do mundo

Os três detentores desse título são aeronaves comerciais de passageiros que, por alguma razão, tiveram todos os seus motores parados em vôo.
O maior de todos foi um Boeing 747-236B, da British Airways, que fazia o voo BA 009, de Londres a Auckland, com várias escalas, em 24 de junho de 1982. Essa aeronave atravessou uma nuvem de cinzas vulcânicas expelidas pelo vulcão Galunggung, na ilha de Java, Indonésia. A nuvem, que não foi detectada pelo radar meteorológico, provocou a parada de todos os quatro motores do 747, além de infestar o seu interior com fumaça e estragar seu para-brisas.

A aeronave, matriculada G-BDXH, planou por 23 minutos até que os pilotos conseguiram acender os motores e pousar em segurança em Jakarta. O pouso foi muito dificultado pelo para-brisas danificado, mas foi feito em segurança.
Todos os motores foram condenados para uso posterior, devido aos sérios danos sofridos.
O detentor do segundo lugar, mas que efetuou o mais longo voo planado de uma aeronave comercial na história, foi o Airbus A33-200 da Air Transat, canadense, matriculado C-GITS, que fazia um vôo entre Toronto, Canadá e Lisboa, Portugal, em 24 de agosto de 2001.
Essa aeronave teve uma tubulação de combustível seccionada por uma vibração da linha hidráulica da asa, e grande parte do combustível do tanque direito vazou. A situação foi agravada pela atitude da tripulação de tentar balancear o combustível das duas asas, o que provocou perda de combustível do tanque oposto, que não tinha sido afetado pelo defeito.
O resultado é que. voando acima do Oceano Atlântico, o combustível se esgotou por completo, e a aer0nave fez um vôo planado de 19 minutos até conseguir pousar no aeroporto de Lajes, nos Açores. Foi o voo planado mais longo já executado por uma aeronave comercial.


O pouso foi difícil, e executado com excesso de velocidade (200 Knots). Com a atuação dos freios de emergência, os pneus estouraram, mas a aeronave parou nos limites da pista e poucos passageiros sofreram ferimentos durante a evacuação de emergência.
O detentor do terceiro lugar foi um Boeing 767-200 da Air Canada, que fazia um voo entre Montreal e Edmonton, em 23 de julho de 1983. Essa aeronave voava a 41 mil pés quando seus dois motores pararam, quase simultaneamente, por falta de combustível.
Um erro no abastecimento, causado por uma confusão entre libras e Kg de combustível, fez com que os tanques tivessem menos da metade do combustível que deveriam ter. Esse erro, aliado a liquidômetros defeituosos, provocou o esgotamento do combustível em pleno vôo.
A aeronave. matriculada C-GAUN, planou durante cerca de 25 minutos e, como não poderia alcançar nenhum aeroporto comercial próximo, a tripulação decidiu pousá-la em uma base aérea desativada, em Gimli, Manitoba.


O pouso foi efetuado com sucesso, embora a base estivesse ocupada com um evento de corrida de automóveis. Dois pneus estouraram e o trem do nariz se quebrou. Alguns passageiros tiveram ferimentos leves, durante a evacuação, a aeronave pode ser recuperada e decolou de Gimli apenas dois dias depois do pouso de emergência.